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Algumas curiosidades sobre a toponímia rio-verdense

Filadelfo Borges de Lima, 74 anos, auditor fiscal aposentado da Fazenda Estadual de Goiás, é autor de vários livros e sócio-fundador da Arlao(Cadeira 1, cujo patrono é César da Cunha Bastos). Ocupa a Cadeira 8 da Academia Goiana Maçônica de Letras. Preside a Fundação Municipal de Cultura. 

Ouve-se, constantemente, dizer que a função de vereador se resume em conceder títulos honoríficos e mudar nome de ruas, avenidas e praças. Quem o diz não conhece as atribuições do edil ou, conhecendo-as, por contrariedade as desmerece. 

Relevante é o Legislativo. Tão relevante que a Constituição Federal, ao citar os três poderes(penso que seria melhor falar “segmentos do poder” ou “células do poder”) o posiciona na vanguarda: “Legislativo, Executivo, Judiciário”. E a ordem não poderia ser outra. Afinal, trata-se do poder político por excelência e da política precisamos tanto quanto do oxigênio. Ao Legislativo compete, como atesta a sua etimologia, fazer leis, discutir projetos e fiscalizar o Executivo. Para que uma via pública tenha nome oficial é preciso, obviamente, que exista lei que o determine. O objetivo é preservar e honrar a memória de uma pessoa natural (Vila Carolina, por exemplo) ou jurídica (Avenida Brasil, por exemplo). Essa homenagem pode ser justa, merecida, injusta ou imerecida. Ela recebe influência social, religiosa, ideológica. 

Feito esse preâmbulo talvez prolixo, apresento algumas curiosidades sobre a toponímia rio-verdense. Começo com a vila onde moro. Seu nome é Carolina. Quem foi essa personagem que lhe empresta o bonito prenome? 

CAROLINA DA SILVEIRA LEÃO era a esposa de Ernesto Tito. 

ERNESTO TITO tem a memória reverenciada em uma rua na referida vila. ERNESTO TITO DE ALMEIDA o seu nome completo. Nasceu no Estado de Minas Gerais (da mesma família do falecido senador mineiro Ronan Tito, do MDB). Faleceu Ernesto na década de 1940. Caso não esteja eu equivocado, foi oficial de justiça. Ernesto e Carolina eram os pais, dentre outros, do professor Clóvis Leão de Almeida, do também professor Otoniel Leão de Almeida (nos seus últimos três ou quatro lustros de vida foi posto, pelo governo goiano, à disposição da Fazenda Estadual, onde exerceu funções burocráticas) e do agrimensor Clodoveu Leão de Almeida. 

CLÓVIS LEÃO DE ALMEIDA. Há uma escola rio-verdense com seu nome. Exerceu mandato de vereador e se destacou no ensino rio-verdense. Batalhou pela implantação de cursos superiores em Rio Verde. Presidiu o Conselho de Curadores da Fesurv e atuou também como presidente desta. Pertenceu ao Conselho Estadual de Educação. 

CLODOVEU LEÃO DE ALMEIDA é a denominação de um estabelecimento de ensino nesta cidade. Era agrimensor e político. Dele o serviço de medição dos lotes para a formação da Vila Carolina. Primeiro vice-prefeito de Rio Verde, elegeu-se, pelo PSD, dia 3.10.1958, compondo chapa com o também pessedista Nestor Fonseca. A dupla adversária se apresentou com Affonso Rodrigues do Carmo para prefeito e Onaldo Campos para vice-prefeito, ambos pelo PTB e apoiados pela UDN, principal partido de oposição ao PSD. Podia-se votar para vice-prefeito e para prefeito em postulantes por agremiações rivais (Onaldo e Nestor, por exemplo). Os mandatos de Nestor e Clodoveu foram de 31.1.1959 a 30.1.961. Em 1965, pela primeira e única vez, o PSD se viu derrotado para o Executivo deste município (Eurico Velloso do Carmo, da UDN, superou Clodoveu Leão de Almeida). Não se votava mais, diretamente, para vice-prefeito. Com Eurico ganhou, 

das entrevistadas afirmaram ter interesse em receber mais treinamento e oportunidades de estudo, pois viam nisso o único caminho para superar barreiras que impedem as mulheres de terem uma participação plena e bem-sucedida no agronegócio. 

O papel da mulher na produção de alimentos é central. Trabalha, cria, produz, cuida e educa. E agora, pelo que observei, estão interessadas como nunca em se aprimorar, “mudar as coisas”, melhorar suas vidas e deixar um legado com orgulho. Mulheres atuantes, buscando visibilidade e empoderamento. Pés no chão, mas dispostas a melhorar o resultado econômico e a governança de suas atividades, prontas para desafiar a realidade. 

Após dois dias convivendo com aquele enorme, consciente e irrequieto contingente de mulheres, pensei com os botões: o Brasil vai dar saltos, sim, e antes do que imaginamos emergirá um agro desenhado só pela sustentabilidade, mais próximo da sociedade e ligado no mundo. No que depender daquelas quase duas mil mulheres, líderes em suas comunidades, vai ser assim. Certa vez, Einstein disse: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta a seu tamanho original”. 

para vice-prefeito, Luiz Cunha. Luiz Braz da Silva, membro da Arlao, completou a chapa do Partido Social Democrático. 

Clodoveu perdeu, na década de 1950, para prefeito de Quirinópolis. Idem para deputado estadual, porém assumiu, parece-me que em caráter interino, como suplente, a cadeira. 

Por hoje é só. Talvez, em outra oportunidade, sobre o mesmo tema, volte a este espaço. 

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