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Crise do humano

Oníria Guimarães

Faço minhas as palavras do bispo de Rubiataba e Mozarlândia, Dom Adair Guimarães quando fala sobre uma crise humana que o homem vem passando desde o século VI, sendo o Ocidente estragado por ideias que ao longo dos anos vêm desconstruindo o verdadeiro sentido de pessoa humana. O positivismo no século XVI, depois a Revolução Francesa com um falso ideal de liberdade, fraternidade e igualdade; o Marxismo Comunista, depois com o Existencialismo e em seguida a II Guerra Mundial. O vazio desses homens de pensamento ocidental foi criando sentimentos que estão esvaziando o sentido de nossas vidas.

Estamos acolhendo o resultado de tudo isso, infelizmente vendo tanto suicídio;  aumento das drogas; o vazio no coração da juventude; o desrespeito à família, cuja causa principal é a desconstrução da pessoa humana; a tentativa de fazer do ser humano o centro do mundo, tirando Deus de lado e mantendo a tentativa de fazer com que a pessoa humana se sinta apenas como um amontoado de matéria; enfim, segundo o bispo e aqui também, incluo o meu pensamento, chegando a um ateísmo que está aí, enraizado na cultura, na educação e na arte, ideias nefastas que estão acabando com o sentido de nossas vidas.

Infelizmente este cenário é grave, é triste porque é idólatra. Estamos deixando de lado o maior mandamento da Lei de Deus e síntese de todos os demais, “Amar a Deus sobre de todas as coisas”. Estão amando tanto ideias de violência, ídolos de músicas ridículas, pessoas que se dizem salvadoras da pátria, pensamentos alienados, enfim, coisas passageiras e sem nenhuma raiz. Estão substituindo o amor a Deus e a dependência Dele por outros ídolos.

Encontramos tempo para tudo, perdemos tempo demais com futilidades e estamos deixando de lado o nosso tempo para contemplação. Ainda não “deixamos cair a ficha” e não entendemos ou não queremos entender o verdadeiro sentido de nossas vidas. Não damos o braço a torcer, aceitando nossas limitações e entendendo que somos muito frágeis e necessitados de Deus.

Tenho pensado muito nos últimos dias em como estamos nos tornando ridículos diante de tantas descobertas e invenções humanas. Estamos nos deixando levar por ideias que não nos enriquecem em nada, que não nos fazem melhores e perdendo a oportunidade de aprender muito com tudo o que temos a nosso favor. Me refiro a tecnologia, à facilidade de acesso a informações e a tantas oportunidades que estão por aí e acabamos não sabendo fazer uso desses recursos. Não queremos nos sobrecarregar com reflexões, pesquisas, leituras mais profundas ou com atividades que exijam algum sacrifício. Falar em jejum, em oração, em momentos de parada e contemplação é utopia, é perda de tempo; exigir de um jovem um trabalho um pouco mais exaustivo é ofensa, é opressão e exploração.

Esta situação vivenciada ao longo dos anos tem nos levado ao egoísmo e conformismo. Essa reflexão é importante neste período de campanha política, pois deveríamos nos preocupar mais em conhecer os candidatos, em analisar sua vida e nos atentar para esse gesto tão significativo que será o nosso voto. É hora de não se deixar levar por Fake News, mas conhecer a nossa história, ficar atentos às notícias, buscar informações verdadeiras e honestas. É hora de se pensar numa política que venha de encontro ao coletivo, que gere vida e transformação social e que não vise interesses pessoais ou de pequenos grupos.  É nossa responsabilidade participar desse processo, mesmo que o cenário não seja animador. É preciso buscar sabedoria em Deus e tomar nossas decisões sem paixões ou alienação.

“O maior cego é aquele que não quer ver”.  O Rei Salomão pediu a Deus a maior riqueza que poderia alcançar, a Sabedoria. Peçamos também Sabedoria para tomar nossas decisões.

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