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As mudanças no trânsito em Rio Verde

Entenda os motivos e os principais pontos de intervenção no trânsito da cidade

Rio Verde é uma cidade em constante desenvolvimento e crescimento, que se reflete diretamente no trânsito. Hoje, a frota é de mais de 126 mil veículos, com taxa de crescimento de 8% ao ano, isso sem contar os aproximadamente 20 mil veículos de frota flutuante, que são os veículos que circulam pela cidade mas que não são de Rio Verde, vindos de outros lugares.

Para garantir que toda essa frota pulsante continue transitando por Rio Verde com segurança e fluidez, um Plano de Mobilidade Urbana está em execução para definir o uso inteligente das ruas e vias de circulação da cidade, considerando todos os tipos de transporte: carros, caminhões, motos, bicicletas, pedestres e transporte coletivo.

A atual administração municipal buscou a consultoria dos especialistas da Fundação para Incremento da Pesquisa e Aperfeiçoamento Industrial da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo: Coca Ferraz, Professor Doutor em Engenharia de Transportes; e Magaly Romão, Doutora em Planejamento em Transportes; com a execução da Urbanista e Mestre em Engenharia, Operação e Planejamento de Transportes Talita Caetano de Morais, que atualmente é Gerente de Engenharia e Sinalização da Agência Municipal de Mobilidade e Trânsito – AMT.

O plano começou a ser elaborado em janeiro de 2017 e sua execução começou em julho do mesmo ano, com a intervenção no cruzamento da Av. Paulo Roberto Cunha com a Av. Presidente Vargas, na implementação do novo conjunto de sinalização e novo sentido de tráfego, com os contornos de quadra pela direita.

Desde então, o plano está sendo executado em vários pontos considerados críticos pelo projeto, visando um trânsito melhor em toda a cidade, afinal, as vias se integram e se interligam, como afirma Talita: “o plano de mobilidade urbana é desenvolvido para a cidade como um todo. As intervenções não são e nem podem ser pontuais, elas fazem parte da circulação de toda a cidade com interligação entre bairros”.

Talita explica que as mudanças vão favorecer a fluidez e a circulação da cidade e é preciso ter paciência neste período de adaptação: “como exemplo, imagine a reforma de uma casa com os moradores dentro, é desgastante durante o período da mudança, mas no final o resultado é satisfatório”, afirma a mestre em engenharia.

 

A necessidade de um plano de mobilidade

 

De acordo com a lei federal complementar n. 12587 de 2012, todas as cidades com a população maior que 20 mil habitantes precisam elaborar um plano de mobilidade urbana com o objetivo de integração de todos os modos de transporte, mobilidade e acessibilidade das pessoas e cargas.

O plano desenvolvido para Rio Verde integra um modelo de sinalização a ser implantado nas principais vias da cidade, composto por tótens semafóricos com contadores numéricos, faixas brancas com fundos azuis, setas indicativas brancas com fundo vermelho e adequação de acessibilidade. “Isso aumenta a fluidez do trânsito, a travessia segura de pedestres e, de acordo com pesquisa da USP/São Carlos, reduz em 60% o índice de acidentes em cada cruzamento”, afirma Talita. Além disso, uma das principais mudanças é a proibição da conversão à esquerda na Av. Presidente Vargas: para atravessar ou retornar na avenida, basta fazer o contorno de quadra pela direita, uma novidade para os motoristas rio-verdenses.

“A conversão à esquerda aumenta o tempo de espera e dificulta a travessia de pedestres. O contorno de quadra à direita aumenta poucos metros de trajeto mas é mais seguro e mais rápido por diminuir o tempo de fila”, explica a mestre em engenharia, ressaltando a aplicação deste formato em outras cidades: “Isso já é utilizado em grandes cidades, como São Paulo, Goiânia, São Carlos, Araraquara, entre outras”, diz Talita.

O sentido binário de circulação também é um formato que será bastante utilizado na cidade. Recentemente, ele foi aplicado nas Ruas 14 e 16 e também nas Ruas Joaquim Mota e Nizo J. de Gusmão. “Os binários são conjuntos de duas ruas em sentidos opostos, uma complementando a outra, o que permite espalhar o trânsito em várias vias e dobrar a capacidade das mesmas”, afirma Talita, que explica o motivo principal dessas mudanças: “é a otimização da circulação, com segurança e fluidez”.

 

O trânsito no “Túnel da Gameleira”

Uma importante mudança implantada nos últimos dias está no trânsito do popular “Túnel da Gameleira”, nas ruas que dão acesso à Av. Flamboyant, à R. Marcha para o Oeste e à marginal de acesso aos comércios e Vila Mariana. A Rua Nizo Jaime de Gusmão agora tem sentido único em direção ao Centro a partir da Rua 30. Além disso, as rotatórias foram removidas e substituídas por totens semafóricos e uma nova Avenida Marginal foi construída junto com uma grande rotatória interligada à rodovia BR 060.

“Dentro do plano de mobilidade urbana vários pontos críticos foram identificados. Um deles foi o túnel da Gameleira. Como diagnóstico percebeu-se que o trânsito era desordenado e prevalecia a lei do mais forte” explica a gerente de engenharia em relação aos motivos da intervenção no local, ressaltando os principais pontos: “quando qualquer rotatória extrapola a capacidade a intervenção ideal é a implantação de semáforos, para complementar, uma nova avenida foi criada ao longo da marginal, ligando a Vila Mariana ao Gameleira”, diz Talita.

As rotas ficaram planejadas da seguinte maneira: quem está na Av. Flamboyant, por exemplo, e quer acessar a BR 060 ou os comércios, deve fazer o contorno de quadra virando à esquerda na R. 30, na R. Ana Mota e na R. 31, entrando à direita na Rua Nizo, no trecho onde é mão dupla, para acessar a nova Avenida Marginal ou a R. Marcha para o Oeste.  Quem está na R. 30 deve fazer o trajeto da mesma maneira, já quem está na R. Joaquim Mota pode seguir até a R. Marcha para a Oeste ou virar à esquerda na R. 31 e fazer a mesma rota para acessar as avenidas.

Cruzamento da Alameda Barrinha com ruas Nizo e Joaquim Mota

Como as ruas Nizo e Joaquim Mota são de sentido único, o semáforo do cruzamento da R. Nizo com a Alameda Barrinha foi desligado e paradas obrigatórias indicam a preferência de quem está circulando pelo canteiro entre as ruas Nizo e Joaquim Mota, que agora funciona como uma rotatória.  Além disso, quebra-molas foram instalados no trecho para evitar o excesso de velocidade.

“Essa medida foi adotada para permitir um tráfego mais fluido e uma melhor utilização da capacidade viária. Neste caso, a rotatória garante um fluxo mais rápido do que um cruzamento com semáforos”, explica Talita.

Semáforo em rotatória?

Se existem três torneiras ligadas jorrando água para um recipiente que possui uma única saída, certamente o recipiente vai se encher e transbordar. Mas se uma dessas torneiras for desligada por alguns segundos, permitindo a vazão de água que já está no recipiente, o recipiente irá se esvaziar para poder receber mais água.

É dessa maneira que funciona o totem semafórico instalado na Presidente Vargas antes da rotatória do Cristo. A gerente de engenharia explica que serve para controlar o fluxo naquela via nos horários de pico, mas o motorista deve respeitar a parada obrigatória e a preferência da rotatória antes de entrar, mesmo após passar pelo sinal verde.

“Essa medida funciona apenas em horários de pico durante a semana. Já foi implantada em cidades como Araraquara, São Carlos e na Europa” declara Talita, que ressalta a importância dessa mudança para a segurança de quem passa pelo local: “a função desse semáforo a distância na rotatória é segurar um pouco o fluxo dos veículos sentido quartel-Cristo, para que os veículos que estão no outro sentido possam ter segurança de entrar na rotatória”, afirma.

Os próximos passos

 O plano de mobilidade continua acontecendo por toda a cidade, levando em consideração a segurança e a fluidez de quem trafega por Rio Verde. De acordo com Talita, foram priorizados os pontos mais necessitados de intervenções e grandes mudanças estão por vir: “As mudanças continuam pela Av. Presidente Vargas a medida que é realizado o recapeamento, também haverá obras no túnel da renovação e no cruzamento da Avenida Brasília com a Alameda Barrinha”.

Talita também pede a educação e o respeito às novas sinalizações implantadas: “é fundamental que a sinalização seja respeitada, as mudanças estão acontecendo e os motoristas precisam ter atenção para garantir a sua segurança e segurança dos outros no trânsito”, diz a gerente de engenharia.

A AMT já prepara a disponibilização de uma cartilha com os principais pontos do plano para distribuição da população, mas o cidadão também pode conhecer de perto tudo o que está planejado. “Todo contribuinte que queira conhecer o projeto e fazer sugestões, pode me procurar na AMT que estou à disposição, nossa intenção é melhorar o trânsito e a mobilidade para os cidadãos”, declara Talita.

            “As mudanças são de grande valia. O trânsito aqui em frente à minha loja era bastante tumultuado por ser duas mãos. Eu acredito que vai melhorar bastante, nós já temos os reflexos em uma semana de mudanças, mas acho que os efeitos serão positivos. Eu acho que as mudanças são válidas e vai melhor o fluxo na cidade. Acredito que os resultados serão satisfatórios. Toda mudança no início traz preocupação e muitos vêm apenas os pontos negativos, mas acredito que com o passar do tempo, as pessoas vão entender que todas estão sendo feitas para melhorar o trânsito em nossa cidade”, afirmou o empresário.

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